quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Torta de Presunto e Queijo

Giselle, essa é para você conforme seu pedido.



1 pão de forma sem casca
Misturar :  1 copo de leite , 1 colher de margarinha derretida, 1 ovo, sal à gosto.
300 grs. De mussarela
250 grs. De presunto
Untar um pirex e armar as camadas, sempre molhando as fatias de pão com o ca leite etc...
Terminar com mussarela, levar ao forno até o pão ficar firmezinho...

A Vitória...

Hoje estou feliz, respirando mais aliviada e mais que tudo, orgulhosa da minha filha Verônica.
Os que convivem conosco sabem das enormes dificuldades que ela tem tido ao longo dos seus 4 anos de faculdade, dificuldades que não tinham como ser contornadas por motivos óbvios.
Hoje ela teve a noticia de que acabou o 4º ano de faculdade e junto as matérias que estavam pendentes.    Como é bom ver um filho tranquilo, feliz, realizado por ter se superado, por ver que o esforço e o estudo sempre são contemplados pela vitória.
Ano que vem é o último, e digo último em todos os sentidos, ultimo da faculdade, ultimo ano como "filha" em casa, pois logo irá para o Rio de Janeiro e iniciará sua vida familiar, coisa tão desejada e sonhada por ela e Victor.
Todos sabem das dificuldades que temos tido, Ricardo e eu, para vermos nossas filhas formadas e realizadas, hoje mais um passo foi dado nesse sentido e me tranquiliza um pouco saber que conseguimos  vencer as dificuldades e barreiras e contribuir de uma forma pequena, mas contribuir para que ela vença.
Saímos as duas para comemorar e brindar a sua vitória.
Agora é trabalhar a cabeça para a despedida no final do ano que vem e dar nossa parcela (Ricardo e eu) de ajuda para que ela conclua seu curso e saia daqui pronta para uma nova vida.
Parabéns filha, tenho muito, muito, muito orgulho de você.
bjo,bjo

domingo, 12 de dezembro de 2010

Natal

O Natal e Reveillon se aproximam e junto com ele os pensamentos, sentimentos, tristezas e alegrias, lembranças.
Sempre foi uma festa que eu curtia, tenho lembranças fenomenais dessa época e vou citá-las, essas lembranças são recorrentes em minha mente e por isso são tão importantes.
Lembro de:
- menina ainda, Tia Elsa  e Tio Humberto(que na época moravam em São Paulo e são meus padrinhos), dormindo na sala de TV.  Me recordo dela me abraçando e acarinhando, era tarde já, e eu queria ver os presentes, e ela me dizia... tem que esperar, tem que dormir, só amanhã de manhã você. vai ver os presentes, e eu  inconformada, mas tendo que aceitar, indo deitar.    A lembrança é tão forte que lembro até da camisola que ela usava, eu devia ter na época uns 8 anos.
- do Natal que passamos em Bagé, na chácara da Tia Izinha, foi o ultimo natal com a família toda da minha mãe reunida, pois estavamos nos mudando para o Rio de Janeiro.   Era uma casa relativamente simples, mas bem confortável, lembro do toca fitas de rolo do Tio Luiz tocando as músicas de Joan Baez (muito gostosas), de todos os meus tios, mulheres e maridos alegres e brincando uns com os outros, tudo observado pela minha Avó, orgulhosa de cada um de seus filhos.   Do almoço de natal (dia 25), era uma mesa grande, todos reunidos, lembro-me como se fosse hoje, tinha frango de almoço, cortado em pedaços... coxas.. sobrecoxas e por aí vai(talvez lembre com detalhe do almoço, pois não gosto muito de frango kkk).   Meus primos todos reunidos desde o mais velho que na época devia ter uns 17 (Susana) até o mais novo que tinha 2 aninhos mais ou menos(Fábio), Renata ainda na barriga e naquela época não sabiamos ainda que seria uma menina.   Tio Celso, na época, não carregava seu violão, mas mesmo assim me recordo dele e Susana tocando (ora um, ora outro) e minha mãe cantando junto com eles... como era bom, que saudade.  Tinha 13 anos nessa época.
- das caminhadas que nunca tinham fim com minha mãe fazendo compras e mais compras.   Saíamos com uma lista de pessoas e iamos comprando, comprando, comprando... kkkkkkkk coisa que não se imagina hoje não é mesmo!  Naquela época cada um ganhava um monte de presentes, hoje nos concentramos nas crianças (isso já no Rio), andavamos a Av. Copacabana do começo ao fim (já aguentei em alguma época).
- No Rio os Natais eram sempre feitos na casa da Tia Elsa, era uma farra, nós ainda jovens com namorados e namoradas, nos dividindo para não magoar nenhum lado das familias, e nossas mães (Elza e Zita) trabalhando nas comidas, sempre deliciosas.   Tia Elsa sempre recebeu muito bem, assim como minha mãe.
Lembro da torta Marta Rocha... choro só de lembrar, de tanto que adorava, minha mãe sempre fazia.
(Aqui vai um adendo, só para dar água na boca.   A Torta Marta Rocha é composta de 1 disco de pão de ló, 1 disco de suspiro, 1 disco de pão de ló de chocolate, isso tudo entremeado de chantily, numa divisão de discos, e doce de ovos com nozes na outra divisão, tudo coberto com mashmelow.   Deu para babar?).  As vezes mamãe fazia a torta de coco, também deliciosa.  Nesta fase já estava entre 14 e 21 anos
- Aos 22 me casei e mudei para Santos.  Quantas vezes passamos o Natal e até mesmo o reveillon na estrada, indo para o Rio, até nossas filhas nascerem.
- Aos 29 fui mãe pela primeira vez e daí para a frente os natais começaram a ter um significado especial, era uma farra comprar presentes para elas, e já então, para nossos sobrinhos.   O Natal era bom demais, os 5, Rafael, Felipe, Júlia, Verônica e Virginia, era maravilhoso ver  a carinha de cada um deles esperando o presente, loucos para abrir e começar a brincar.   As fotos dessa época ilustram muito bem a alegria dos 5 juntos.    Os natais já não eram comemorados junto com Tia Elsa, pois assim como minha mãe, ela também tem 4 filhos, imagine, cada um deles casado e com filhos, seria uma loucura.    Mamãe se incumbia da comida para todos os filhos, noras, genro e netos, como ela ficava feliz.   Papai se divertia com as crianças  e com a alegria que eles traziam para a casa dele, só não gostava na hora do Jornal, pois a bagunça não o deixava ouvir e ver kkk.
- nossos filhos cresceram, meus pais morreram e a reunião dos irmãos nunca mais aconteceu, então os natais ficaram tristes, desanimados, acho mesmo que o problema era meu, internamente, não via mais alegria, não tinha mais ânimo, para mim passou a ser uma festa triste.
-Como sempre digo, Deus é perfeito e sempre nos traz algo para compensar as dores e disabores da vida.  Ele nos mandou Beatriz (minha neta) e agora me vejo sempre fazendo planos, vendo presentes, querendo deixar a casa e tudo mais lindo para comemorarmos com ela, seu olhar e alegria são o maior motivo de eu ter voltado a gostar dos natais.
Enfim... coloquei aqui as coisas mais marcantes dessa época na minha vida, revendo o que escrevi chego a conclusão de que, para mim, Natal é igual a criança, eles são os principais "atores" para que essa festa seja perfeita e feliz.
Então a todos que amo, a todos que foram citados e os que não foram também um Natal perfeito, repleto de alegria, paz, harmonia, e principalmente cheio de gratidão por cada ser que faz parte de nossas histórias, presentes ou não.
bjo, bjo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dica de Hoje

Quando fizer salada de frutas coloque uma porção boa de suco de laranja, isso irá retardar o escurecimento da banana.

Coquetel de Frutas

                                 Doses

Abacaxi                      ½
Caju                           ½
Maracujá                    ½
Uva                             1
Groselha                    ½
Creme de leite           ½
Laranja                      ½
Açúcar                    1 colher de sopa

O suco usado é o pronto (tipo Maguary ou similar), a dose é você quem determina.   Por exemplo, você pode terminar que 1 dose é igual a 1 copo.
O creme de leite é sem soro.
Sirva gelado com uma cereja na beira do copo ou uma folhinha de hortelã.
É delicioso.
bjo,bjo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Roupas manchadas

Quando uma roupa manchar ao ser lavada com outra colorida, pegue a peça manchada e coloque numa panela com água suficiente para cobri-la e ferva (sem produto nenhum).   Atenção, não pode ter sido colocado produto nenhum na roupa, pois isso não permitirá que a mancha saia naturalmente.  
Repita essa fervura, jogando a água fora, tantas vezes quantas forem necessárias, normalmente na primeira fervura a mancha já sai, mas as vezes é necessário repetir por se tratar de uma extensão grande.
Experimente é tiro e queda.
bjo,bjo

A Instrução que devemos dar aos nossos filhos

O Jornal Hoje(2/12/2010) apresentou uma reportagem sobre uma menina de 8 anos que foi sequestrada pela prima e o namorado. Essa menina ligou de madrugada para a policia (a prima havia emprestado o celular para ela jogar para se distrai)deu a sorte da policial que a atendeu acreditar, dizendo que tinha sido sequestrada e pedindo ajuda... enfim... a reportagem é longa. Resumo a menina foi salva e esta em casa. Muitos vão dizer, olha só o assunto que a Tania escolheu, mas não é do absurdo da situação que quero falar, e sim da importância do exemplo, do ensinamento, de instruções precisas que darão aos nossos filhos, não uma solução, mas uma chance melhor nessa vida.
Quando minhas filhas eram meninas e andávamos com elas na rua muitas vezes simulávamos situações em que poderiam ser abordadas, do tipo, serem prensadas contra a parede, carros passando com o risco de pegá-las para o interior do automóvel. Isso parece neurose de quem levou 7 anos para ter filhos, mas não é, nessas simulações estávamos preparando nossas filhas para a vida.
É importante que se fale a verdade com as crianças, na linguagem de acordo com a idade, mas SEMPRE a verdade, as perguntas tem que ser respondidas, e se em algum momento houver a dúvida do que exatamente a crianças esta falando faça a pergunta de volta, assim ela explicará o que quer de fato saber.
Imagino que esses pais da menina sequestrada devem tê-la preparado, devem ter ensinado o número da policia, dos bombeiros, e foi isso exatamente que salvou sua vida.
Pais superficiais criam filhos inseguros. A criança tem capacidade de compreender o que a cerca e nós pais temos que trazê-las o mais cedo possível a essa realidade, tem que saber que a vida é dificil, que exige trabalho e disciplina, que é necessária seriedade e responsabilidade, e isso é de pequeno que se ensina.
Enfim. Foi só um comentário sobre uma noticia que me surpreendeu positivamente.
Bjo, bjo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Alguns pensamentos para reflexão e comentários

Tirados da Logosofia (Carlos Bernardo Gonzales Pecotche).



"Os sentimentos perpetuam-se pelo estímulo incessante da causa que lhes deu
origem"
Uma conclusão tão simples não é mesmo, de tão simples que é torna-se um axioma, mas se pararmos para pensar... quantos de nós lembra disso, quantos de nós continuam estimulando esses sentimentos.   Quantas vezes reagimos absurdamente as atitudes que nos magoam ou nos irritam e nos esquecemos o verdadeiro motivo que nos fez amar aquele ser, o que nos levou a gostar.

"Calando é como se aprende a ouvir; ouvindo é como se aprende a falar;
falando é como se aprende a calar"
Será que algum dia eu conseguirei?    Acho isso tão dificil, porque o ouvir a que se refere o pensamento é ouvir com a razão, não com os ouvidos.   É ouvir algo que não gostamos, ou queremos e conseguir calar, conseguir refletir e só falar quando os pensamentos estiverem ordenados e serenos... um dia quem sabe?!

"Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por não ser o que é"
Tem algo mais lógico que isso!?   Mas olha, vejam a dificuldade da atitude.  Eu tenho para mim que o exercício do que "não se é" faz com que nos acostumemos a essa nova postura e aí a mudança acontece.    

Esses pensamentos tem povoado minha mente, tenho refletido demais sobre eles, então convido vocês a quem sabe pensarem e comentarem a respeito.

bjo, bjo


Batatinhas ao forno

Descascar e cortar as batatas em rodelas de mais ou menos 1 dedo de largura, cozinhar em água e sal. Não deixar ficar mole demais.
Separadamente, juntar ½ xícara de leite, 1 colher de manteiga, uma pitada de sal (se quiser substituir o sal por caldo de carne, também pode) e levar ao fogo, deixar a manteiga derreter (pode ser margarina também).
Untar um pirex retangular e colocar uma camada de batata (já cozida), uma de creme e queijo ralado e assim sucessivamente, acabar com o queijo ralado. Levar ao forno para gratinar.

É um prato bem simples, fácil e rápido de fazer, combina com uma carne e uma boa salada.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Minha Neta

Beatriz, a que veio para trazer felicidade (essa é a definição do nome dela).
Veio assim, de surpresa, instalando o caos, fazendo movimento, quebrando preconceitos e conceitos,mas ao mesmo tempo trazendo toda a alegria e meiguice que um ser pode trazer consigo.
A maternidade nos traz questionamentos, dúvidas, passamos o tempo todo errando (sempre tentando acertar), acertando meio que na sorte, não existe uma escola para isso, o conhecimento vem da prática, da observação que fazemos de nossas mães, tias, amigas, aprendemos com cada uma inúmeras coisas, mas aproveitamos para transformar o que achamos que não é o ideal. No final, no balanço geral chegamos a conclusão de que não "somos mãe", mas na realidade "nos tornamos mães".
Observo minha filha hoje criando sua Beatriz e ela faz isso com tanta serenidade, com tanta facilidade, com tanta segurança e paro para pensar se eu era assim, me recordo quando as meninas (e eu tenho 2) eram pequenas, era tudo tão mais fácil, tudo funcionava tão melhor... mas a vida é isso né, nossos filhos crescem, tornam-se adultos com seus pensamentos e atitudes e acabamos verificando que muito de nós esta nelas, mesmo que ela não admitam.
Mas aí vem a fase Avó... ai.. ai... que delicia, como é perfeito, eles nos amam, nos acarinham, nos protegem.
Tive a oportunidade (e essa foi a primeira de fato) de passar uma tarde com Beatriz, passeamos, demos muita risada, ela agora já é uma menina, já demonstra seus desejos, conversa, argumenta, e que delicia de tarde. Cheguei MORTA de cansada, mas ela estava tão feliz, foi tão gostoso.
Daqui há 1 ano exatamente ela irá para longe, não penso nisso muitas vezes, pois a dor é tão grande que é melhor nem pensar, vou perder duas de uma vez, a filha e a neta... aliás perder não é a palavra certa, vou ficar "longe", não poderei mais participar do enorme prazer que é ver um ser se transformar em adulto.
Muitos detestam a adolescência (né Giselle kkkk), mas eu amo, adoro os questionamentos, a alegria, a "certeza" que tem de que o mundo não lhes fará mal, não lhes ferirá... tão bom que fosse assim para sempre né.
Enfim, só quis mesmo deixar claro o IMENSO amor por Beatriz.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bacalhau



Essa receita me foi dada por uma pessoa que adorei muito, que tenho lembranças especialíssimas, uma pessoa íntegra e afetuosa.
Achei legal colocar aqui, pois é um prato fácil e rápido de fazer, combina muito com uma reunião especial como é o Natal.

1 kg de bacalhau demolhado e desfiado, frito no azeite
1 kg de batatas cozidas e cortadas em rodelas
6 cebolas grandes cortadas em rodelas e fritas na mesma panela em que foi frito o bacalhau, em azeite.
9 ovos cozidos e cortados em rodelas finas
Bechamel ralo (de farinha de trigo)

Modo de armar:
1º azeite (não colocar muito)
2º cebola
3º bacalhau
4º ovo
5º bechamel
E assim sucessivamente
Na última camada colocar queijo ralado, levar ao forno para gratinar.

Rio de Janeiro

Tenho assistido aos noticiários dos últimos dias, a violência no Rio cada vez mais me assusta.
Vivi no Rio de Janeiro 9 dos meus 53 anos, naquele tempo era uma cidade gostosa, linda, podíamos andar pela cidade sem problema (e olha que andávamos de ônibus, pois eramos estudantes ainda).    Me recordo de voltar de madrugada dentro dos ônibus com meu então namorado e nunca tomamos nem susto.    
Hoje o que vejo é uma cidade sitiada, a mercê de traficantes e bandidos, aterrorizando uma população, que para meu espanto, consegue "conviver e levar a vida" com a normalidade possível.    Me choca o fato do povo carioca não se rebelar, não demonstrar sua ira e indignação.
Acho que todos nos recordamos dos episódios do PCC em São Paulo, estava na cidade naqueles dias e fiquei impressionada com a reação paulistana, às 7 horas da noite não se via viva alma na rua, tudo deserto, supermercados, lojas, bares, tudo vazio, muitos deles fechados.    Pode parecer uma besteira, mas observei a indignação do povo, a reação de não pactuar ou, melhor dizendo, não levar "uma vida normal", pois esse não era o caso.
Tenho genro, irmãos, sobrinhos, primos morando no Rio e me preocupo com cada um deles, assim como, com a população como um todo.
Cada vez que olho as noticias na TV vejo pessoas olhando o BOP, o Caveirão, os tanques, olhando como se fosse "curioso", tenho vontade de gritar para o cidadão ir para um lugar protegido, perguntar o que esta fazendo na rua com toda essa confusão.
Quero que fique claro que estou daqui torcendo para o governo aguentar e se manter firme no combate (o que é nítido para todos nós) ao tráfico e a violência.    O esforço será recompensado, é só olhar para a cidade de Medelin( que era pior que o Rio) e hoje é uma cidade livre do tráfico.
Daqui envio meus melhores pensamentos e força para os cariocas, Policiais, Governador e todos os que agem ou sofrem por esse mal.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amendoin Doce (Gostoso e rapido de fazer)

500 gr. De amendoim cru e com casca
1 ½ xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de água
2 colheres de chocolate em pó ou groselha


Coloque numa panela o amendoim, o açúcar, a água, o chocolate e misture.
Leve ao fogo médio, mexendo sempre até secar.
Para deixar o amendoim mais crocante, espalhe numa forma e leve ao forno alto por, mais ou menos, 10 minutos.
Espere esfriar e sirva.


O Direito a Felicidade

Lendo as noticias me deparei com uma particularmente interessante:  “O Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) voltou a defender a chamada PEC da Felicidade, de sua autoria.   Ele ressaltou que essa Proposta de Emenda à Constituição não pretende “garantir a felicidade, mas estabelecer que os direitos sociais são essenciais à sua busca”.  Cristovam também disse que é “preciso humanizar a Constituição”.
Levei alguns dias para conseguir entender o porque de um Senador, que, em tese, deveria se preocupar com assuntos muito mais importantes do que “a felicidade”, estaria TÃO preocupado com esse assunto, visto que isso é algo que, cá entre nós, não é uma preocupação dos políticos.   Continuei lendo a respeito para conseguir alcançar, e essa é a palavra mesmo, a compreensão dessa preocupação do Senador.
Os argumentos usados por ele são bastante interessantes, vamos a dois deles:
- Temos que ter direito a educação -  é algo que parece simples e óbvio, mas que sabemos todos não acontece.    Sem ela como podemos compreender por exemplo que através do esforço, do estudo, do conhecimento, aprendemos a resolver problemas, temos a chance de “escolher” os melhores caminhos, as melhores chances, pois a felicidade é diferente para cada um de nós, então essa busca também.
- as discussões sobre a previdência social -  essas discussões hoje param na parte financeira, é somente ela que determina o que acontecerá.   O governo se preocupa unicamente com suas contas  e assim sendo na hora de fazer o cálculo se restringe as “suas próprias contas” não levando em conta a necessidade dos aposentados e pensionistas em comprar seus remédios, pagar suas contas e (o que hoje é impossível)  no direito ao lazer e ao descanso.
Essas e outras reflexões foram feitas pelo Senador, ele nos convida a refletir sobre o assunto, e sinceramente, acho interessante a perspectiva.
Vejam, quando Jean Piaget chegou trazendo uma nova metodologia de ensino totalmente diferente da que tínhamos até então, com certeza provocou uma certa insatisfação, um certo incomodo, muitos pais e educadores acharam que não funcionaria, que era liberdade demais e hoje vemos que não foi assim, o método é bom e funciona, graças a ele nossos filhos são seres mais livres e mais bem resolvidos do que éramos (concordo que nem sempre é assim, risos).
Para se conseguir mudanças é necessário trazer discussões, cutucar, é necessário pensar , e quando digo pensar digo que é necessário criar novos pensamentos, novos conceitos.   A Logosofia diz que “A Tradição é o cemitério das idéias”, então vamos lá, vamos refletir a respeito, quem sabe não vamos descobrir que a idéia é interessante e nos trará algo de bom mais adiante.
Beijos turma.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dica de Hoje

Para quem não sabe o vinagre é um ótimo desengordurante.    Sempre que um plástico, ou qualquer outro apetrecho de cozinha estiver engordurado é só lavar com vinagre branco.

A dificil arte deixar os filhos crescerem...

Me recordo quando minhas filhas nasceram, e isso aconteceu depois de anos de sofrimento e tentativas, que ao observá-las ficava imaginando como seriam quando crianças, adolescentes, adultas e era particularmente doloroso pensar no dia em que iriam embora, não da minha vida, mas da minha casa, pensava COMO eu conseguiria viver sem aqueles seres que tanta alegria e problemas (kkkkk, sim porque dão problemas também) me davam.
Esse fim de semana estive na casa da minha irmã de coração, assisti a arrumação de todas as coisas da filha mais nova para sair de casa, se casou e agora inicia sua vida.
Para nós três (minha amiga, a filha e eu) tudo parecia uma brincadeira, separa roupa daqui, separa documento de lá, esquece de alguma coisa que tem que buscar, e lá estavamos nós.... essa roupa não serve, a outra serve, isso leva, isso não leva... mas em momento algum paramos para pensar que aquele dia era um dia especial, era o dia em que nossa neném (sim porque a vi nascer e participei muito da infância dela) iria realmente começar sua vida, sua família.
O Pai forte, levando móveis para o carro... montando e desmontando coisas, mas calado, e eu que observava todo o movimento me perguntava.... que pensamentos e sentimentos ele terá no coração nesse momento?    Que dificuldade será para ele essa separação?   
O fim de semana passou, minha sobrinha e o marido arrumaram tudo e chegou o momento de irem..... muito dificil.... vão morar numa cidade próxima, mas nada é tão próximo quanto a casa da gente não é mesmo!   
Assisti minha amiga se despedindo da filha e desabando em choro... é tanta insegurança para uma mãe (e aí digo especialmente para nós mães, pois os pais são mais tranquilos nesse sentido)...    Claro que não me contive e eu também entrei na dança das duas.    Os homens, o pai e o marido só assistiam, mas sei que no fundo estavam sensibilizados com  a cena.
Deixar os filhos caminharem sozinhos é mais um aprendizado para nós pais, pois não sabemos como lidar com isso, ficamos inseguros, apavorados mesmo.    Nos perguntamos se serão capazes de se proteger, de comer direito, de limpar e arrumar a casa e tudo que a envolve, enfim... é uma insegurança absurda.
Tudo na vida é regido pela Adaptação, pois se ela não estiver presente o resultado será sofrimento, agora é usá-la para serenar o coração.
Quero aqui desejar tudo de melhor para minha sobrinha e o marido, assim como para meus amigos, compadres e irmãos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Para o fim de semana

Para quem ama os petisquinhos.

Mousse de Salame 
(ou salaminho, dependendo da cidade)


½ copo de água bem quente para dissolver ½ pacote de gelatina sem sabor  vermelha.
½ lata de creme de leite sem soro e 100 grs. De salaminho.
Bater tudo no liquidificador, untar um depósito, qualquer e por para gelar.
Sirva com torradinhas, um bom vinho ou cerveja.
OBS.: Pode ser também de provolone, roquefort, etc... se for perto do Natal, enfeitar com nozes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cheiros e lembranças

Nasci no sul numa familia onde o pai era Baiano e a mãe gaúcha.   Era um casal alegre, daqueles que sai para dançar e se reunir com amigos.   Meu pai trabalhava numa editora o que nos fazia ser leitores ávidos, fomos criados num meio de cultura e conversas interessantes.  Minha mãe era uma dona de casa zelosa, mãe de 4 filhos e com uma sogra em casa... dá para imaginar né.
As lembranças do sul são sempre repletas de cheiros, se fechar meus olhos hoje consigo sentir o cheiro do churrasco, dos galetos, dos pães e doces que minha mãe fazia.  Lembro também dos aquecedores tentando aquecer, o que nem sempre era possível, me recordo que o que ficava em frente a eles ficava quentinho, mas se passássemos para trás do aquecedor o ar era gelado.    Naquele tempo para aquecer nossas camas minha mãe as passava a ferro, quando deitavamos não saíamos daquele lugar até levantarmos, giravamos no mesmo ponto, pois aquele é que estava quente.... hoje o frio já não é tão intenso.
Lembro de subir em árvores, brincar com cachorro e conviver com primos, tios e tias.
Na adolescência já estavamos morando no Rio de Janeiro, lá tudo era mais aberto, alegre, ensolarado, uma cidade linda e, até então, gostosa de se viver, lá também convivi com primos, tios e tias, mas desta vez do lado de meu pai.
Em suma, as lembranças da minha infância e adolescência são permeadas de afeto, atenção e alegria.
Me casei, fui mãe de duas meninas lindas, arteiras e que realizaram meu maior sonho, a maternidade.
Ao longo dos últimos 31 anos cuidei da casa, das meninas e agora inicio uma nova caminhada, agora mais velha, mais sábia (será?), mas acima de tudo mais independente, com uma enorme vontade  reencontrar  aquela jovem lá atrás que tinha sonhos e objetivos.
Que fique claro que meus sonhos se realizaram, meus objetivos... quase todos, mas muito daquela jovem ficou guardado, meio que congelado, agora eu estou revisitando meus cantinhos, buscando lá no fundo meus pensamentos e desejos e é por isso que criei esse blog.   Nele quero trazer meus pensamentos a respeito de coisas e fatos, minhas receitas, minhas alegrias e tristezas, fotos.
Espero estar acompanhada nesse trajeto...