Lendo as noticias me deparei com uma particularmente interessante: “O Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) voltou a defender a chamada PEC da Felicidade, de sua autoria. Ele ressaltou que essa Proposta de Emenda à Constituição não pretende “garantir a felicidade, mas estabelecer que os direitos sociais são essenciais à sua busca”. Cristovam também disse que é “preciso humanizar a Constituição”.
Levei alguns dias para conseguir entender o porque de um Senador, que, em tese, deveria se preocupar com assuntos muito mais importantes do que “a felicidade”, estaria TÃO preocupado com esse assunto, visto que isso é algo que, cá entre nós, não é uma preocupação dos políticos. Continuei lendo a respeito para conseguir alcançar, e essa é a palavra mesmo, a compreensão dessa preocupação do Senador.
Os argumentos usados por ele são bastante interessantes, vamos a dois deles:
- Temos que ter direito a educação - é algo que parece simples e óbvio, mas que sabemos todos não acontece. Sem ela como podemos compreender por exemplo que através do esforço, do estudo, do conhecimento, aprendemos a resolver problemas, temos a chance de “escolher” os melhores caminhos, as melhores chances, pois a felicidade é diferente para cada um de nós, então essa busca também.
- as discussões sobre a previdência social - essas discussões hoje param na parte financeira, é somente ela que determina o que acontecerá. O governo se preocupa unicamente com suas contas e assim sendo na hora de fazer o cálculo se restringe as “suas próprias contas” não levando em conta a necessidade dos aposentados e pensionistas em comprar seus remédios, pagar suas contas e (o que hoje é impossível) no direito ao lazer e ao descanso.
Essas e outras reflexões foram feitas pelo Senador, ele nos convida a refletir sobre o assunto, e sinceramente, acho interessante a perspectiva.
Vejam, quando Jean Piaget chegou trazendo uma nova metodologia de ensino totalmente diferente da que tínhamos até então, com certeza provocou uma certa insatisfação, um certo incomodo, muitos pais e educadores acharam que não funcionaria, que era liberdade demais e hoje vemos que não foi assim, o método é bom e funciona, graças a ele nossos filhos são seres mais livres e mais bem resolvidos do que éramos (concordo que nem sempre é assim, risos).
Para se conseguir mudanças é necessário trazer discussões, cutucar, é necessário pensar , e quando digo pensar digo que é necessário criar novos pensamentos, novos conceitos. A Logosofia diz que “A Tradição é o cemitério das idéias”, então vamos lá, vamos refletir a respeito, quem sabe não vamos descobrir que a idéia é interessante e nos trará algo de bom mais adiante.
Beijos turma.
Gostei muito dessa história de que a "tradição é o cemitério das ideias". Eu entendo que, cada vez mais, precisamos procurar aceitar e compreender as mudanças, pois elas chegam em uma velocidade superior à de antigamente. Talvez a palavra "globalização" tenha caído em desuso, mas é ela que está presente todos os dias nas nossas vidas. Seja através das notícias, das mídias sociais, da facilidade do crédito...
ResponderExcluirAgora, em relação à defesa do Cristovam Buarque, continuo discordando, dinda. Porque, na minha visão, sendo estes seus argumentos, é uma foram ingênua e ineficaz de se cobrar direitos que já nos estão previstos na Constituição.