terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Minha Neta
Beatriz, a que veio para trazer felicidade (essa é a definição do nome dela).
Veio assim, de surpresa, instalando o caos, fazendo movimento, quebrando preconceitos e conceitos,mas ao mesmo tempo trazendo toda a alegria e meiguice que um ser pode trazer consigo.
A maternidade nos traz questionamentos, dúvidas, passamos o tempo todo errando (sempre tentando acertar), acertando meio que na sorte, não existe uma escola para isso, o conhecimento vem da prática, da observação que fazemos de nossas mães, tias, amigas, aprendemos com cada uma inúmeras coisas, mas aproveitamos para transformar o que achamos que não é o ideal. No final, no balanço geral chegamos a conclusão de que não "somos mãe", mas na realidade "nos tornamos mães".
Observo minha filha hoje criando sua Beatriz e ela faz isso com tanta serenidade, com tanta facilidade, com tanta segurança e paro para pensar se eu era assim, me recordo quando as meninas (e eu tenho 2) eram pequenas, era tudo tão mais fácil, tudo funcionava tão melhor... mas a vida é isso né, nossos filhos crescem, tornam-se adultos com seus pensamentos e atitudes e acabamos verificando que muito de nós esta nelas, mesmo que ela não admitam.
Mas aí vem a fase Avó... ai.. ai... que delicia, como é perfeito, eles nos amam, nos acarinham, nos protegem.
Tive a oportunidade (e essa foi a primeira de fato) de passar uma tarde com Beatriz, passeamos, demos muita risada, ela agora já é uma menina, já demonstra seus desejos, conversa, argumenta, e que delicia de tarde. Cheguei MORTA de cansada, mas ela estava tão feliz, foi tão gostoso.
Daqui há 1 ano exatamente ela irá para longe, não penso nisso muitas vezes, pois a dor é tão grande que é melhor nem pensar, vou perder duas de uma vez, a filha e a neta... aliás perder não é a palavra certa, vou ficar "longe", não poderei mais participar do enorme prazer que é ver um ser se transformar em adulto.
Muitos detestam a adolescência (né Giselle kkkk), mas eu amo, adoro os questionamentos, a alegria, a "certeza" que tem de que o mundo não lhes fará mal, não lhes ferirá... tão bom que fosse assim para sempre né.
Enfim, só quis mesmo deixar claro o IMENSO amor por Beatriz.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Brilho no Inox
Para o inox, inclusive tampo de fogão e pias, ficar mais brilhante lave com sabão em pó.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Bacalhau
Essa receita me foi dada por uma pessoa que adorei muito, que tenho lembranças especialíssimas, uma pessoa íntegra e afetuosa.
Achei legal colocar aqui, pois é um prato fácil e rápido de fazer, combina muito com uma reunião especial como é o Natal.
1 kg de bacalhau demolhado e desfiado, frito no azeite
1 kg de batatas cozidas e cortadas em rodelas
6 cebolas grandes cortadas em rodelas e fritas na mesma panela em que foi frito o bacalhau, em azeite.
9 ovos cozidos e cortados em rodelas finas
Bechamel ralo (de farinha de trigo)
Modo de armar:
1º azeite (não colocar muito)
2º cebola
3º bacalhau
4º ovo
5º bechamel
E assim sucessivamente
Na última camada colocar queijo ralado, levar ao forno para gratinar.
Rio de Janeiro
Tenho assistido aos noticiários dos últimos dias, a violência no Rio cada vez mais me assusta.
Vivi no Rio de Janeiro 9 dos meus 53 anos, naquele tempo era uma cidade gostosa, linda, podíamos andar pela cidade sem problema (e olha que andávamos de ônibus, pois eramos estudantes ainda). Me recordo de voltar de madrugada dentro dos ônibus com meu então namorado e nunca tomamos nem susto.
Hoje o que vejo é uma cidade sitiada, a mercê de traficantes e bandidos, aterrorizando uma população, que para meu espanto, consegue "conviver e levar a vida" com a normalidade possível. Me choca o fato do povo carioca não se rebelar, não demonstrar sua ira e indignação.
Acho que todos nos recordamos dos episódios do PCC em São Paulo, estava na cidade naqueles dias e fiquei impressionada com a reação paulistana, às 7 horas da noite não se via viva alma na rua, tudo deserto, supermercados, lojas, bares, tudo vazio, muitos deles fechados. Pode parecer uma besteira, mas observei a indignação do povo, a reação de não pactuar ou, melhor dizendo, não levar "uma vida normal", pois esse não era o caso.
Tenho genro, irmãos, sobrinhos, primos morando no Rio e me preocupo com cada um deles, assim como, com a população como um todo.
Cada vez que olho as noticias na TV vejo pessoas olhando o BOP, o Caveirão, os tanques, olhando como se fosse "curioso", tenho vontade de gritar para o cidadão ir para um lugar protegido, perguntar o que esta fazendo na rua com toda essa confusão.
Quero que fique claro que estou daqui torcendo para o governo aguentar e se manter firme no combate (o que é nítido para todos nós) ao tráfico e a violência. O esforço será recompensado, é só olhar para a cidade de Medelin( que era pior que o Rio) e hoje é uma cidade livre do tráfico.
Daqui envio meus melhores pensamentos e força para os cariocas, Policiais, Governador e todos os que agem ou sofrem por esse mal.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Amendoin Doce (Gostoso e rapido de fazer)
500 gr. De amendoim cru e com casca
1 ½ xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de água
2 colheres de chocolate em pó ou groselha
Coloque numa panela o amendoim, o açúcar, a água, o chocolate e misture.
Leve ao fogo médio, mexendo sempre até secar.
Para deixar o amendoim mais crocante, espalhe numa forma e leve ao forno alto por, mais ou menos, 10 minutos.
Espere esfriar e sirva.
O Direito a Felicidade
Lendo as noticias me deparei com uma particularmente interessante: “O Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) voltou a defender a chamada PEC da Felicidade, de sua autoria. Ele ressaltou que essa Proposta de Emenda à Constituição não pretende “garantir a felicidade, mas estabelecer que os direitos sociais são essenciais à sua busca”. Cristovam também disse que é “preciso humanizar a Constituição”.
Levei alguns dias para conseguir entender o porque de um Senador, que, em tese, deveria se preocupar com assuntos muito mais importantes do que “a felicidade”, estaria TÃO preocupado com esse assunto, visto que isso é algo que, cá entre nós, não é uma preocupação dos políticos. Continuei lendo a respeito para conseguir alcançar, e essa é a palavra mesmo, a compreensão dessa preocupação do Senador.
Os argumentos usados por ele são bastante interessantes, vamos a dois deles:
- Temos que ter direito a educação - é algo que parece simples e óbvio, mas que sabemos todos não acontece. Sem ela como podemos compreender por exemplo que através do esforço, do estudo, do conhecimento, aprendemos a resolver problemas, temos a chance de “escolher” os melhores caminhos, as melhores chances, pois a felicidade é diferente para cada um de nós, então essa busca também.
- as discussões sobre a previdência social - essas discussões hoje param na parte financeira, é somente ela que determina o que acontecerá. O governo se preocupa unicamente com suas contas e assim sendo na hora de fazer o cálculo se restringe as “suas próprias contas” não levando em conta a necessidade dos aposentados e pensionistas em comprar seus remédios, pagar suas contas e (o que hoje é impossível) no direito ao lazer e ao descanso.
Essas e outras reflexões foram feitas pelo Senador, ele nos convida a refletir sobre o assunto, e sinceramente, acho interessante a perspectiva.
Vejam, quando Jean Piaget chegou trazendo uma nova metodologia de ensino totalmente diferente da que tínhamos até então, com certeza provocou uma certa insatisfação, um certo incomodo, muitos pais e educadores acharam que não funcionaria, que era liberdade demais e hoje vemos que não foi assim, o método é bom e funciona, graças a ele nossos filhos são seres mais livres e mais bem resolvidos do que éramos (concordo que nem sempre é assim, risos).
Para se conseguir mudanças é necessário trazer discussões, cutucar, é necessário pensar , e quando digo pensar digo que é necessário criar novos pensamentos, novos conceitos. A Logosofia diz que “A Tradição é o cemitério das idéias”, então vamos lá, vamos refletir a respeito, quem sabe não vamos descobrir que a idéia é interessante e nos trará algo de bom mais adiante.
Beijos turma.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Dica de Hoje
Para quem não sabe o vinagre é um ótimo desengordurante. Sempre que um plástico, ou qualquer outro apetrecho de cozinha estiver engordurado é só lavar com vinagre branco.
A dificil arte deixar os filhos crescerem...
Me recordo quando minhas filhas nasceram, e isso aconteceu depois de anos de sofrimento e tentativas, que ao observá-las ficava imaginando como seriam quando crianças, adolescentes, adultas e era particularmente doloroso pensar no dia em que iriam embora, não da minha vida, mas da minha casa, pensava COMO eu conseguiria viver sem aqueles seres que tanta alegria e problemas (kkkkk, sim porque dão problemas também) me davam.
Esse fim de semana estive na casa da minha irmã de coração, assisti a arrumação de todas as coisas da filha mais nova para sair de casa, se casou e agora inicia sua vida.
Para nós três (minha amiga, a filha e eu) tudo parecia uma brincadeira, separa roupa daqui, separa documento de lá, esquece de alguma coisa que tem que buscar, e lá estavamos nós.... essa roupa não serve, a outra serve, isso leva, isso não leva... mas em momento algum paramos para pensar que aquele dia era um dia especial, era o dia em que nossa neném (sim porque a vi nascer e participei muito da infância dela) iria realmente começar sua vida, sua família.
O Pai forte, levando móveis para o carro... montando e desmontando coisas, mas calado, e eu que observava todo o movimento me perguntava.... que pensamentos e sentimentos ele terá no coração nesse momento? Que dificuldade será para ele essa separação?
O fim de semana passou, minha sobrinha e o marido arrumaram tudo e chegou o momento de irem..... muito dificil.... vão morar numa cidade próxima, mas nada é tão próximo quanto a casa da gente não é mesmo!
Assisti minha amiga se despedindo da filha e desabando em choro... é tanta insegurança para uma mãe (e aí digo especialmente para nós mães, pois os pais são mais tranquilos nesse sentido)... Claro que não me contive e eu também entrei na dança das duas. Os homens, o pai e o marido só assistiam, mas sei que no fundo estavam sensibilizados com a cena.
Deixar os filhos caminharem sozinhos é mais um aprendizado para nós pais, pois não sabemos como lidar com isso, ficamos inseguros, apavorados mesmo. Nos perguntamos se serão capazes de se proteger, de comer direito, de limpar e arrumar a casa e tudo que a envolve, enfim... é uma insegurança absurda.
Tudo na vida é regido pela Adaptação, pois se ela não estiver presente o resultado será sofrimento, agora é usá-la para serenar o coração.
Quero aqui desejar tudo de melhor para minha sobrinha e o marido, assim como para meus amigos, compadres e irmãos.
Esse fim de semana estive na casa da minha irmã de coração, assisti a arrumação de todas as coisas da filha mais nova para sair de casa, se casou e agora inicia sua vida.
Para nós três (minha amiga, a filha e eu) tudo parecia uma brincadeira, separa roupa daqui, separa documento de lá, esquece de alguma coisa que tem que buscar, e lá estavamos nós.... essa roupa não serve, a outra serve, isso leva, isso não leva... mas em momento algum paramos para pensar que aquele dia era um dia especial, era o dia em que nossa neném (sim porque a vi nascer e participei muito da infância dela) iria realmente começar sua vida, sua família.
O Pai forte, levando móveis para o carro... montando e desmontando coisas, mas calado, e eu que observava todo o movimento me perguntava.... que pensamentos e sentimentos ele terá no coração nesse momento? Que dificuldade será para ele essa separação?
O fim de semana passou, minha sobrinha e o marido arrumaram tudo e chegou o momento de irem..... muito dificil.... vão morar numa cidade próxima, mas nada é tão próximo quanto a casa da gente não é mesmo!
Assisti minha amiga se despedindo da filha e desabando em choro... é tanta insegurança para uma mãe (e aí digo especialmente para nós mães, pois os pais são mais tranquilos nesse sentido)... Claro que não me contive e eu também entrei na dança das duas. Os homens, o pai e o marido só assistiam, mas sei que no fundo estavam sensibilizados com a cena.
Deixar os filhos caminharem sozinhos é mais um aprendizado para nós pais, pois não sabemos como lidar com isso, ficamos inseguros, apavorados mesmo. Nos perguntamos se serão capazes de se proteger, de comer direito, de limpar e arrumar a casa e tudo que a envolve, enfim... é uma insegurança absurda.
Tudo na vida é regido pela Adaptação, pois se ela não estiver presente o resultado será sofrimento, agora é usá-la para serenar o coração.
Quero aqui desejar tudo de melhor para minha sobrinha e o marido, assim como para meus amigos, compadres e irmãos.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Para o fim de semana
Para quem ama os petisquinhos.
Mousse de Salame
(ou salaminho, dependendo da cidade)
½ copo de água bem quente para dissolver ½ pacote de gelatina sem sabor vermelha.
½ lata de creme de leite sem soro e 100 grs. De salaminho.
Bater tudo no liquidificador, untar um depósito, qualquer e por para gelar.
Sirva com torradinhas, um bom vinho ou cerveja.
OBS.: Pode ser também de provolone, roquefort, etc... se for perto do Natal, enfeitar com nozes.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Cheiros e lembranças
Nasci no sul numa familia onde o pai era Baiano e a mãe gaúcha. Era um casal alegre, daqueles que sai para dançar e se reunir com amigos. Meu pai trabalhava numa editora o que nos fazia ser leitores ávidos, fomos criados num meio de cultura e conversas interessantes. Minha mãe era uma dona de casa zelosa, mãe de 4 filhos e com uma sogra em casa... dá para imaginar né.
As lembranças do sul são sempre repletas de cheiros, se fechar meus olhos hoje consigo sentir o cheiro do churrasco, dos galetos, dos pães e doces que minha mãe fazia. Lembro também dos aquecedores tentando aquecer, o que nem sempre era possível, me recordo que o que ficava em frente a eles ficava quentinho, mas se passássemos para trás do aquecedor o ar era gelado. Naquele tempo para aquecer nossas camas minha mãe as passava a ferro, quando deitavamos não saíamos daquele lugar até levantarmos, giravamos no mesmo ponto, pois aquele é que estava quente.... hoje o frio já não é tão intenso.
Lembro de subir em árvores, brincar com cachorro e conviver com primos, tios e tias.
Na adolescência já estavamos morando no Rio de Janeiro, lá tudo era mais aberto, alegre, ensolarado, uma cidade linda e, até então, gostosa de se viver, lá também convivi com primos, tios e tias, mas desta vez do lado de meu pai.
Em suma, as lembranças da minha infância e adolescência são permeadas de afeto, atenção e alegria.
Me casei, fui mãe de duas meninas lindas, arteiras e que realizaram meu maior sonho, a maternidade.
Ao longo dos últimos 31 anos cuidei da casa, das meninas e agora inicio uma nova caminhada, agora mais velha, mais sábia (será?), mas acima de tudo mais independente, com uma enorme vontade reencontrar aquela jovem lá atrás que tinha sonhos e objetivos.
Que fique claro que meus sonhos se realizaram, meus objetivos... quase todos, mas muito daquela jovem ficou guardado, meio que congelado, agora eu estou revisitando meus cantinhos, buscando lá no fundo meus pensamentos e desejos e é por isso que criei esse blog. Nele quero trazer meus pensamentos a respeito de coisas e fatos, minhas receitas, minhas alegrias e tristezas, fotos.
Espero estar acompanhada nesse trajeto...
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